me imaginei dançando
e, por ter imaginado,
tudo saiu perfeito.
até os passos
que eu sabia impossíveis.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
sobre a verdade e a mentira
um dia o Neto me disse, que o Foucault um dia disse que "a verdade é uma mentira cozida pelo tempo". tendo em vista as atuais circunstâncias, faria uma pequena mudança: hoje em dia, a verdade é uma mentira retwitada muitas vezes.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
nostalgia
o homem nostálgico
caminha pela cidade
passando pela praça
que já não é mais a mesma
pela igreja
que tanto mudou
atravessa avenidas
que nunca existiram
e morre atropelado
na rua onde os carros
antigamente
não passavam
caminha pela cidade
passando pela praça
que já não é mais a mesma
pela igreja
que tanto mudou
atravessa avenidas
que nunca existiram
e morre atropelado
na rua onde os carros
antigamente
não passavam
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
o que dizer da Saudade?
a saudade é uma pequena lagoa
que se forma com a inundação
dos caudalosos rios da memória.
quando admitimos que somos
passado presente e futuro
correndo por entre os mesmos leitos,
o riacho engorda e ganha profundidade
com a enorme quantidade e força
das lágrimas corajosas.
caso contrário, seca.
que se forma com a inundação
dos caudalosos rios da memória.
quando admitimos que somos
passado presente e futuro
correndo por entre os mesmos leitos,
o riacho engorda e ganha profundidade
com a enorme quantidade e força
das lágrimas corajosas.
caso contrário, seca.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
os inventores
aquilo que inventamos, inventamos com o intuito de dar certa lógica àquilo que somos. e como somos alguma coisa, em algum lugar e nalgum instante, somos, por conseguinte, magníficos inventores de nós mesmos. o tempo todo e em qualquer lugar. aplicando metodologias, representando papéis e fazendo poesia.
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Poema Empirismo I
Passei dias inteiros
Manhãs, tardes e noites
Tentando fazer poesia
Acordei cedo
Fiz café
Nada me satisfazia
À tarde corri pela cidade
Vi belas paisagens
Nada me continha
De noite
sozinho pela rua
Somente o frio me tremia
Constatei
Depois de muitos testes
A mim, a poesia não cabia.
Manhãs, tardes e noites
Tentando fazer poesia
Acordei cedo
Fiz café
Nada me satisfazia
À tarde corri pela cidade
Vi belas paisagens
Nada me continha
De noite
sozinho pela rua
Somente o frio me tremia
Constatei
Depois de muitos testes
A mim, a poesia não cabia.
terça-feira, 25 de maio de 2010
A poesia nossa de todos os dias II
Redescobrir o universo da música
Me fez lembrar quão bom é
Curtir o mundo de olhos fechados
Me fez lembrar quão bom é
Curtir o mundo de olhos fechados
A poesia nossa de todos os dias I
Como é bom andar de bicicleta
E lembrar que somos capazes
De fazer ventar
E lembrar que somos capazes
De fazer ventar
sábado, 3 de abril de 2010
Para se fazer poesia
É preciso escolher temas?
Selecionar poucas grandes coisas,
Ou uma infinidade de coisas pequenas?
É preciso estabelecer rima?
Um verso com aquele das coisas
E esse outro com o aí de cima?
É preciso ficar pelado,
De pé? Andando ou sentado?
Peritpatéteando ou calado?
Para se fazer poesia não é preciso nada!
Coisas grandes se tornam rotina
E as pequenas escapam às medidas.
Para se fazer poesia basta estar vivo.
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